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17/02/2012 | 18h25

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Maioria das montadoras locais tem déficit comercial

Fabricantes aumentaram importação de carros e peças


Agência Estado

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Mesmo com forte presença no País, boa parte das grandes montadoras já importa mais do que exporta no Brasil, quando o cálculo é feito em dólares. A despeito dos novos investimentos em território nacional, as montadoras têm aumentado consideravelmente suas importações de veículos e autopeças.

De acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), a maioria das montadoras registrou déficit comercial no ano passado. Parcela considerável dessas importações vem do México, com quem o Brasil registrou saldo negativo de US$ 1,7 bilhão em veículos, em 2011.

A Volkswagen, por exemplo, exportou US$ 1,9 bilhão no ano passado, mas importou US$ 2,2 bilhões, crescimento de 31,7% e um déficit de US$ 300 milhões. O mesmo déficit foi registrado pela Ford, que exportou US$ 1,5 bilhão e importou US$ 1,8 bilhão. A Renault exportou US$ 1,1 bilhão e importou US$ 1,4 bilhão. Novamente, um saldo negativo de US$ 300 milhões. A Peugeot Citroën registrou déficit ainda maior, de US$ 815 milhões. A Toyota exportou US$ 703 milhões e importou US$ 1,7 bilhão, gerando déficit de US$ 997 milhões.

A Fiat registrou superávit de US$ 63 milhões, com exportações de US$ 1,653 bilhão e importações de US$ 1,590 bilhão. Somente a GM teve exportações bem maiores do que importações: as vendas externas somaram US$ 1,8 bilhão e as importações, US$ 936 milhões, com superávit de US$ 864 milhões.

Na lista de importações brasileiras de 2011, entre produtos manufaturados, os automóveis foram o principal item, com US$ 11,8 bilhões, alta de 39,19%. Em terceiro lugar aparecem partes e peças para veículos automóveis e tratores, com US$ 6,3 bilhões, alta de 20,73%. Itens para motores de veículos somaram US$ 1,5 bilhão, alta de 19,90%; motores para veículos somaram US$ 728 milhões, alta de 6,69%; chassis com motor e carrocerias para veículos somaram US$ 129,6 milhões, alta de 29,18%.

Já na lista de exportações do ano passado os veículos aparecem com US$ 4,3 bilhões, queda de 0,93% ante 2010; partes e peças para veículos automotores e tratores somaram US$ 3,9 bilhões, alta de 16,36%.

Dados do Sindipeças indicam que o déficit da balança do setor foi de US$ 4,6 bilhões no ano passado, alta de 30,9% sobre o déficit de 2010. As exportações aumentaram 16%, para US$ 11,1 bilhões, e as importações cresceram 20%, para US$ 15,8 bilhões. A maior parte das importações, segundo o Sindipeças, veio dos Estados Unidos (US$ 2 bilhões), da Alemanha (US$ 1,9 bilhão), do Japão (US$ 1,7 bilhão), da Argentina (US$ 1,3 bilhão) e da China (US$ 1,2 bilhão). O setor tem déficits desde 2007 e acredita que em 2012 o saldo negativo chegará a US$ 5,6 bilhões.

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Em junho próximo, motoristas e empresas devem se preparar para novas exigências, que tornarão mais difícil transferir pontos, gerados por multas, da carteira de um motorista para outro.



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É chamado em inglês de cruise control (controle de cruzeiro), termo encontrado em vários carros importados. O sistema conta com um sensor que informa a velocidade do carro para uma central de comando eletrônico. Esse dispositivo aciona um atuador que controla a injeção de combustível. Assim, a central eletrônica mantém o carro na velocidade predeterminada pelo motorista, mesmo em aclives ou declives. Ao pisar no freio, a aceleração é interrompida. O recurso é muito cômodo para longas viagens, mas de uso menos prático em cidades. O sistema também é popularmente chamado de "piloto automático", mas não controla a direção que o carro segue, como nos aviões. Normalmente fica numa alavanca na coluna de direção, mas pode estar em botões no volante.